O vencedor do Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica de 2025, o pianista Nikola Meeuwsen, faz sua estreia com a Filarmônica de Minas Gerais nos dias 15 e 16 de outubro, às 20h30, na Sala Minas Gerais, com o dificílimo e empolgante Concerto para Piano nº 2, de Sergei Prokofiev. O maestro José Soares, Regente Associado da Orquestra, conduz o programa em uma interpretação alegre e energética da primaveril Primeira Sinfonia de Schumann, revestindo um programa que já começa com o vigor da Abertura Euryanthe de Carl Maria von Weber, cuja efeméride celebra um dos precursores da ópera alemã e sua teatralidade. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).
Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Cultura e Turismo. Apoio: Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Funarte e Ministério da Cultura.
Maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais
Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2022, tendo sido seu Regente Assistente nas duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio (2021), recebendo também o prêmio do público. Em 2026, estreia como convidado da Orquestra Sinfônica de Campinas, e rege concertos com as sinfônicas Brasileira e de Porto Alegre, e com a Camerata Antiqua de Curitiba. Nas temporadas de 2023 a 2025, regeu a New Japan Philharmonic, a Sinfônica de Hiroshima, a Filarmônica de Nagoya e a Filarmônica da Cidade de Tóquio, no Japão, bem como a OSESP, as sinfônicas do Paraná e da Universidade Estadual de Londrina, a Orquestra de Câmara de Curitiba, as sinfônicas Jovem de São Paulo e do Rio de Janeiro e a Academia Jovem Concertante, no Brasil. Em 2022, regeu a Sinfônica NHK, em Tóquio, e a Sinfônica MÁV, em Budapeste. Soares é responsável pela gestão da plataforma educacional da Filarmônica de Minas Gerais, atuando no planejamento e na coordenação da Academia Filarmônica, de Concertos Didáticos e Ações Educativas da orquestra.
Bacharel em Composição pela Universidade de São Paulo, iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou com o maestro Claudio Cruz e teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin. Foi orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich no Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Pelo Prêmio de Regência recebido no festival, atuou como Regente Assistente da Osesp na temporada 2018. Soares foi aluno do Laboratório de Regência da Filarmônica e convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019.
José Soares foi indicado duas vezes à Premiação da Revista Concerto, sendo eleito pelo júri como Jovem Talento em 2021, e integrou a lista Forbes Under 30 na edição de 2024.
Nikola Meeuwsen, piano
Primeiro pianista holandês a ganhar o primeiro prêmio no Concurso Rainha Elisabeth, em Bruxelas, venceu o Concurso de Piano Steinway aos nove anos e recebeu, em 2019, o Prêmio Jovem Talento da Concertgebouw. Foi nomeado por Janine Jansen artista residente da edição de 2026 de seu Festival Internacional de Música de Câmara de Utrecht. Apresentou-se com sucesso na histórica série Grandes Pianistas da Concertgebouw e, como solista, com a Orquestra Nacional da Bélgica, a Residentie Orkest de Haia, a Orquestra de Câmara Folkwang de Essen e a Orquestra Sinfônica de Praga. Músico de câmara dedicado, colaborou com artistas consagrados, como Augustin Dumay, Denis Kozhukhin, Inmo Yang, Janine Jansen e Yamen Saadi. Estuda na Academia de Piano de Imola com Marlies van Gent, desde 2010, e com Enrico Pace, desde 2014. Desde 2022, é artista residente na Chapelle Musicale Reine Elisabeth, onde é orientado por Frank Braley e Avedis Kouyoumdjian.
Repertório
Carl Maria von Weber (Eutin, Alemanha, 1786 – Londres, Inglaterra, 1826) e a obra Euryanthe: Abertura (1822-1823)
A expressão operística permeia parte substancial da música de Carl Maria von Weber, cujas óperas O Franco-Atirador, Euryanthe e Oberon fortaleceram uma estética germânica capaz de desafiar o domínio italiano do gênero e transformar seu compositor em precursor da ópera romântica alemã. Em Euryanthe, encomendada para ser apresentada em Viena, Weber faz, por exemplo, uso pioneiro do leitmotiv, técnica composicional que consiste em associar um motivo melódico a cada personagem. Classificada como grande ópera romântico-heroica, baseia-se numa história medieval francesa na qual a dupla malévola Lysiart e Eglantine trama contra o amor e a fidelidade do casal Adolar e Euryanthe. Esse enredo cavalheiresco, que remonta ao século XIII, foi também utilizado por Boccaccio e Shakespeare, e confere à obra tal magia que o escritor francês Victor Hugo, em Os Miseráveis, fez dela a ópera predileta da personagem Cosette. Sua triunfante abertura apresenta o tema de Adolar, que reaparece e conduz a abertura para um majestoso final depois de uma seção central calma e fúnebre, cuja música é o tema do fantasma de Emma, irmã de Adolar.
Sergei Prokofiev (Sontsovka, Império Russo, hoje Ucrânia, 1891 – Moscou, Rússia, 1953) e a obra Concerto para piano nº 2 em sol menor, op. 16 (1912-1913 l Rev. 1923)
A originalidade da música de Prokofiev emerge diretamente da destreza de um exímio pianista em busca de recursos inéditos para a técnica do instrumento. Foi primordialmente para seus dedos ávidos de novidades que compôs. Quando estreou a primeira versão do Concerto nº 2, em 5 de setembro de 1913, Prokofiev era ainda aluno do Conservatório de São Petersburgo. Parte do público abandonou o teatro durante a apresentação, protestando contra o caráter inusitado da obra, escândalo que encantou o compositor. O polêmico concerto se divide em quatro movimentos. O primeiro é conhecido principalmente pela inédita cadência dilatada. Sozinha, ela ocupa quase a metade do movimento e exige do solista verdadeira acrobacia técnica, resistência física e gestual vigoroso. Audaciosa em sua harmonia e repleta de acordes tumultuosos e arpejos inusitados, é uma passagem assombrosa. O “Scherzo” destaca-se pelo movimento perpétuo, com o pianista tecendo arabescos fantasiosos e rápidos paralelamente nas duas mãos. O “Intermezzo”, por sua vez, é dominado por um acento bárbaro, e o “Finale” tem dimensões imponentes e se beneficia das alternâncias vivas de atmosferas. Como o manuscrito da obra original se perdeu em um incêndio, o concerto teve de ser “reconstruído” em 1923. Essa nova versão, de acordo com Prokofiev, variava tanto em relação ao original, que ela “quase poderia ser considerada [seu Concerto] nº 4”.
Robert Schumann (Zwickau, Alemanha, 1810 – Bonn, Alemanha, 1856) e a obra Sinfonia nº 1 em Si bemol maior, op. 38, “Primavera” (1841)
Quando compôs sua Primeira Sinfonia, em apenas quatro dias, no mês de janeiro de 1841, Robert Schumann vivia uma das fases mais felizes de sua vida: tinha se casado há pouco com Clara Wieck, a quem amava desde muito jovem, e experimentava uma explosão de criatividade sem precedentes. Pouco depois de concluir a orquestração, no final de fevereiro, mostrou a obra para Mendelssohn, então diretor musical da Orquestra do Gewandhaus de Leipzig, que, encantado com a obra, a estreou no dia 31 de março. O concerto, segundo o próprio Schumann, foi um dos eventos mais importantes de sua vida, já que, até aquele momento, ele não havia composto nenhuma obra de grande porte. Com a Sinfonia nº 1, Schumann alia o ritmo obstinado, presente em algumas sinfonias de Beethoven, ao lirismo contemplativo de Schubert, criando um estilo novo para si. A inspiração para a obra partiu da poesia de Adolf Böttger, poeta de Leipzig e seu amigo. Inicialmente, além do título “Primavera”, a sinfonia contava também com subtítulos para cada movimento: “Despertar da primavera”; “Noite”; “Alegres companheiros”; “Em plena primavera”. Mas Schumann decidiu removê-los antes da publicação, para evitar que norteassem as futuras interpretações.
Filarmônica de Minas Gerais
Série Allegro
15 de outubro – 20h30
Sala Minas Gerais
Série Vivace
16 de outubro – 20h30
Sala Minas Gerais
José Soares, regente
Nikola Meeuwsen, piano
WEBER Euryanthe: Abertura
PROKOFIEV Concerto para piano nº 2 em sol menor, op. 16
SCHUMANN Sinfonia nº 1 em Si bemol maior, op. 38, “Primavera”
INGRESSOS:
R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central) e R$ 185 (Balcão Principal).
Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.
Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br
Bilheteria da Sala Minas Gerais
Horário de funcionamento
Dias sem concerto:
3ª a 6ª — 12h a 20h
Sábado — 12h a 18h
Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:
— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana
— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado
— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo
São aceitos:
- Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
- Pix
ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS
A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.
Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.
O grupo recebeu numerosos prêmios e menções, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2024 na categoria CD/DVD/Livros, com o álbum com obras de Lorenzo Fernandez. A Orquestra já havia recebido Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP, o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.
Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.
A Orquestra possui 20 álbuns gravados, entre eles sete integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.
Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 100 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.
A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.
A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.
A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.
























































































