Home / Entretenimento / O Teatro Feluma recebe a peça “Querida Mamãe”, com Nívea Maria, Regiane Alves e direção de Pedro Neschling

O Teatro Feluma recebe a peça “Querida Mamãe”, com Nívea Maria, Regiane Alves e direção de Pedro Neschling

 Belo Horizonte – Nos dias 01 e 02 e setembro, o 3º Festival de Teatro Seguros Unimed traz ao palco do Teatro Feluma o espetáculo “Querida Mamãe”. A nova adaptação do premiado texto de Maria Adelaide Amaral reúne pela primeira vez em cena duas atrizes consagradas, que darão vida a conflitos intensos entre mãe e filha.
Há relações que se constroem no amor, mas também nas ausências, nos desencontros e nas palavras que nunca foram ditas. “Querida Mamãe“, de Maria Adelaide Amaral ganha nova montagem, sob a direção de Pedro Neschling e protagonizada por Nívea Maria e Regiane Alves, que dividem o palco pela primeira vez. Em cena, o conflito ganha forma no encontro entre duas mulheres atravessadas por diferenças profundas: de um lado, uma mãe marcada por valores conservadores e pela dureza da vida; de outro, uma filha que busca existir com mais liberdade, inclusive em sua maneira de amar.
Em “Querida Mamãe“, Maria Adelaide Amaral transforma a intimidade entre mãe e filha em matéria dramática de alta voltagem emocional, revelando, com delicadeza e contundência, as contradições de um vínculo forte e capaz de acolher e ferir na mesma medida.
Inspirado na relação de Maria Adelaide Amaral com a sua mãe, o texto é um dos mais premiados da dramaturgia da autora (recebeu os prêmios Molieré, Mambembe e Shell de melhor texto, além dos prêmios Governador do Estado de São Paulo, Ziembinski, APCA e APETESP), e mergulha com profundidade nas camadas do universo feminino, reafirmando uma das suas marcas mais potentes: a criação de mulheres fortes, complexas, contraditórias e profundamente humanas. No palco, Ruth (Nívea) e Helô (Regiane), duas grandes presenças femininas, se reencontram em um apartamento povoado por lembranças, ressentimentos e afetos mal resolvidos.
O texto é maravilhoso. A forma como as dificuldades de comunicação, as delicadezas e as nuances são colocadas, a quantidade de camadas que há por trás do que é dito e do que não é dito, tudo é muito rico. E quando você tem duas atrizes como essas, você pode justamente encontrar, reencontrar e buscar caminhos múltiplos. Eu tenho a sensação de que essa peça nunca vai ser a mesma dois dias seguidos“, afirma o diretor Pedro Neschling.
A montagem marca também um encontro simbólico entre duas intérpretes que já passaram por universos dramatúrgicos de Maria Adelaide Amaral na televisão e que agora se aproximam no teatro por meio de um texto que fala, com rara sensibilidade, sobre heranças emocionais, incompreensões e tentativas de reparo.
Essa é a primeira vez que trabalhamos juntas. Sempre acompanhei e admirei o trabalho da Nívea, e tem sido muito especial trocar com uma atriz tão experiente, e ao mesmo tempo tão aberta a ouvir e compartilhar. É uma realização profissional trabalhar com uma pessoa que está tão presente na nossa memória afetiva“, diz Regiane Alves.
A identificação com o público, segundo Nívea Maria, nasce justamente da densidade com que a autora constrói essas personagens. A identificação da mulher-mãe nessa peça é com tudo, com todas as situações, com todas as relações, com todas as opiniões, com todos os preconceitos e com todas as aceitações. Porque a mulher é uma pessoa muito complexa e a peça mostra isso“, diz a atriz.
Já Regiane chama a atenção para a identificação que sente com as personagens, tanto como mãe, quanto filha: Na peça, eu vivo a filha, mas, na vida real, também sou mãe. Então, há falas e atitudes no texto que eu já vivenciei com o meu filho. É uma reflexão importante para entender esses conflitos e conseguir enxergar os dois lados, o de mãe e o de filho“, completa.
Para o diretor, a montagem também dialoga diretamente com o presente. “É um espetáculo muito feminino. É importante e oportuno tê-lo em cena nesse momento em que mais do que nunca estamos enxergando a importância da luta das mulheres por seus direitos, por sua liberdade, pelo respeito. Serve para alimentar o diálogo e a compreensão“, comenta.
Ao colocar frente a frente duas mulheres atravessadas por visões opostas, mas unidas por um vínculo incontornável, “Querida Mamãe” convida o público a olhar de perto para os afetos que moldam a vida adulta. Entre dor, amor, repressão, desejo e expectativa, a peça toca em zonas sensíveis e reconhecíveis, fazendo da história de Ruth e Helô um espelho de muitas famílias.
Sinopse
Em “Querida Mamãe”, Ruth (Nívea Maria) e Helô (Regiane Alves) se veem diante de um reencontro atravessado por memórias, mágoas e afeto. Entre conflitos do presente e marcas deixadas pelo passado, mãe e filha expõem suas diferenças, fragilidades e tentativas de reconexão, em uma história sensível e profunda sobre os laços familiares, os silêncios que afastam e o amor que insiste em permanecer.
Serviço
Espetáculo “Querida Mamãe”
Local: Teatro Feluma (Alameda Ezequiel Dias, 275 – Centro, Belo Horizonte)
Data:  01 e 02 de setembro
Horário: Terça e quarta, às 20h
Classificação: 12 anos
Ingressos Sympla: valores entre 25,00 e 160,00
 
Fotos: Peterson Ramos

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Icons