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2 de setembro – Orquestra Sinfônica de Minas Gerais celebra aniversário com espetáculo no Palácio das Artes

A OSMG celebra seu cinquentenário no dia 2 de setembro de 2026 (quarta-feira), às 20h, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes. Sob regência do maestro Roberto Duarte, que já esteve à frente da OSMG em outras ocasiões como maestro convidado, o concerto reúne diferentes compositores cujas obras, em conjunto, tecem a trajetória e caracterizam a identidade do corpo artístico. Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 15,00 (meia-entrada) e R$ 30,00 (inteira), e estão disponíveis na plataforma Sympla, na bilheteria principal e nos totens de autoatendimento localizados no Palácio das Artes.

 

No dia 2 de setembro de 1976, foi promulgada a Lei Estadual nº 6.862, que estabelecia a criação da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), resultando em um conjunto de excelência, capaz de ampliar a presença da música sinfônica e integrar importantes produções artísticas em Minas Gerais. Ao longo de cinco décadas, a OSMG consolidou sua atuação em concertos, óperas e balés, tanto em teatros e outros espaços culturais como ao ar livre, participando de importantes produções artísticas em Minas Gerais e dividindo o palco com artistas e grupos nacionais e internacionais.

 

Em 2013, a orquestra foi reconhecida como Patrimônio Histórico e Cultural de Minas Gerais. Mais recentemente, em 2024, recebeu o 21º Prêmio Rádio MEC na categoria Melhor Intérprete de Música Clássica, pela execução de “Teotihuacan” (2023), do compositor mineiro Andersen Viana.

 

O concerto OSMG 50 anos

O concerto inicia com a “Abertura” da ópera “La Clemenza di Tito” (1791), do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). A obra foi uma das últimas óperas compostas por Mozart, e foi encomendada para a coroação do imperador Leopoldo II como Rei da Boêmia. Com um ritmo majestoso de marcha e um diálogo vibrante entre os instrumentos, a peça exibe a elegância e a expressividade que consagraram Mozart como um dos grandes nomes da história da música. A presença de Mozart no concerto também evoca a própria memória da OSMG, que o interpreta desde sua apresentação inaugural, em 16 de setembro de 1977.

 

Em seguida, o programa se volta à música de concerto brasileira com a “Sinfonietta nº 1 (à memória de Mozart), de Heitor Villa-Lobos (1887-1959), compositor que também integrou o programa da estreia da OSMG. Composta em 1916 e estreada em 1922, a obra presta uma homenagem ao mestre vienense, inspirando-se nos ritmos e temas da abertura da ópera “A Flauta Mágica” (1791), que está entre as obras interpretadas pelo conjunto ao longo de sua história, nas montagens de 1984, 1991, 2006 e 2022. Serão apresentados três movimentos da peça, que equilibra a elegância da tradição clássica europeia com a inventividade e o colorido orquestral que marcariam a identidade do compositor brasileiro, uma das figuras mais expressivas da música clássica nacional.

 

Em diálogo com a tradição musical mineira, o concerto prossegue com a “Abertura em Ré Maior”, do mineiro João de Deus Castro Lobo (1794–1832). Natural de Vila Rica (atual Ouro Preto), o padre, maestro e compositor é uma das principais figuras da música sacra de Minas Gerais do período colonial. Sua obra sintetiza influências da ópera italiana com características do Classicismo e do Romantismo.

 

Encerrando o concerto, será apresentada a Sinfonietta Seconda ‘Carnevale'”, de Ernani Aguiar. A obra reúne, em quatro movimentos — Samba, Frevo, Marcha Rancho e Escola de Samba —, ritmos e danças populares do carnaval brasileiro, explorados em uma escrita sinfônica marcada pela vitalidade rítmica. A peça também propõe uma interação com o público em sua parte final, reforçando seu caráter festivo.

 

Composta em 2002, a peça é dedicada à musicista e artista plástica Dalva Duarte (1938–2023), esposa do maestro Roberto Duarte, responsável por sua encomenda e revisão. Membro da Academia Brasileira de Música e professor de regência e prática de orquestra na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ernani Aguiar construiu uma trajetória marcada pelo diálogo entre a música erudita e elementos da cultura musical brasileira. Sua relação com a Fundação Clóvis Salgado e a OSMG também se estende a outras produções, como a ópera “Aleijadinho (2022), de sua autoria, produzida pela FCS e interpretada pela OSMG em conjunto com os outros corpos artísticos da instituição.

 

Entre períodos, compositores e tradições distintas, o programa dos 50 anos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais revisita obras que dialogam com momentos de sua própria história. Ao aproximar referências da música clássica europeia, da produção brasileira e mineira, o concerto celebra cinco décadas de atuação da orquestra e abre espaço para vislumbrar os caminhos que ainda estão por vir.

 

O concerto “OSMG 50 anos” é realizado pelo Ministério da Cultura e pela Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH, da Usiminas e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. A ação é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

 

Programa

 

Wolfgang Amadeus Mozart

“La Clemenza di Tito” 

– Abertura

Heitor Villa-Lobos 

“Sinfonietta nº 1 (à memória de Mozart)   

I – Allegro giusto      

II – Andante non troppo      

III – Andantino  

 

João de Deus Castro Lobo

“Abertura em Ré Maior”   

Ernani Aguiar 

“Sinfonietta Seconda ‘Carnevale’ (à Dalva Duarte)”

I – Samba

II – Frevo

III – Marcha Rancho

IV – Escola de Samba

 

 

SERVIÇO

Concertos da Liberdade apresenta: OSMG 50 anos

Data: 2 de setembro (quarta-feira)

Horário: 20h

Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes

(Av. Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)

Classificação Indicativa: 10 anos

Valor dos ingressos: R$ 15,00 a meia-entrada e R$ 30,00 a inteira

 

Ingressos à venda na plataforma Sympla, na bilheteria principal e nos totens de autoatendimento localizados no Palácio das Artes.

 

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