O projeto Que se Dance realiza, no dia 16 de junho, terça-feira, o evento de encerramento de sua programação em Belo Horizonte, ocupando o Teatro Marília com uma noite dedicada à dança, ao audiovisual e às trocas artísticas construídas ao longo da trajetória do projeto. A programação gratuita reúne a estreia da videodança produzida durante a residência artística “Câmera, espaço e corpo: mover tudo que há em videodança”, bate-papo sobre processos criativos, roda de conversa e a apresentação “FAYAH”, do coletivo Gyals Di Uai.
Marcado para acontecer das 19h às 20h30, o encerramento tem como proposta compartilhar com o público os processos, encontros e experiências desenvolvidos ao longo das ações promovidas pelo Que se Dance, plataforma que vem realizando atividades gratuitas voltadas à formação, difusão e fortalecimento da dança em diferentes territórios de Belo Horizonte.
Abrindo a programação, o público poderá assistir à exibição da videodança criada durante a residência artística “Câmera, espaço e corpo: mover tudo que há em videodança”. Desenvolvida a partir de uma imersão nas relações entre corpo, espaço e câmera, a obra reúne experimentações ligadas à dança e ao audiovisual, articulando elementos de criação, roteiro, gravação, edição e acessibilidade. Após a exibição, os professores Duna Dias, Leonardo Augusto, Luísa Machala e Vitor Drumond participam de um bate-papo sobre os processos criativos da residência e os caminhos percorridos durante a construção coletiva do trabalho audiovisual.
Outro momento da programação será a roda de conversa “Descentralização e diversidade na cultura de Belo Horizonte”, conduzida por Flavì Lopes e Rodrigo Antero, professores convidados da plataforma. A atividade propõe reflexões sobre circulação artística, acesso à cultura e construção de espaços diversos para produção e fruição da dança na cidade.
Fechando a noite, o coletivo Gyals Di Uai apresenta “FAYAH”, coreografia inspirada na força e ousadia das dançarinas jamaicanas e na potência do Dancehall Female como linguagem de identidade, liberdade e afirmação da mulher. Em cena, os movimentos exploram feminilidade, atitude e ancestralidade por meio de uma corporalidade intensa e afirmativa. A apresentação tem direção de Priscila Mendes e Tiphany Gomes e reúne as dançarinas Laura Malaquias, Mariana Alves, Priscila Mendes, Isis Faustino, Cecília Alice, Isabela Rocha, Tiphany Gomes, Carolina Fonseca e Evellyn Lopes.
Criado em maio de 2024, o Gyals Di Uai nasceu inicialmente como um espaço de compartilhamento de estudos e vivências em Dancehall Female idealizado pela professora e coreógrafa Priscila Mendes. O projeto cresceu e se consolidou como um coletivo artístico voltado à valorização da cultura Dancehall, promovendo encontros, apresentações, batalhas e experiências ligadas à pesquisa corporal e ao fortalecimento da expressão feminina dentro da dança. Atualmente, o grupo desenvolve atividades contínuas de estudo, conexão e troca entre mulheres que vivenciam o Dancehall como prática artística e espaço de identidade cultural.
Residência artística une dança e audiovisual em imersão criativa
Última oficina da programação do Que se Dance, a residência artística “Câmera, espaço e corpo: mover tudo que há em videodança” propõe uma formação intensiva voltada às relações entre corpo, espaço e câmera, explorando os cruzamentos entre dança e audiovisual. Gratuita, a atividade está sendo realizada entre os dias 8 e 12 de junho, no Centro Cultural Venda Nova, sempre das 9h às 12h.
Ao todo, sete participantes foram selecionados para integrar a residência e receberão ajuda de custo no valor de R$ 400. A formação será conduzida pelos artistas Duna Dias, Leonardo Augusto, Luísa Machala e Vitor Drumond, profissionais com atuação nas áreas da dança, cinema, teatro e videodança.
Durante a programação, os participantes irão desenvolver experimentações ligadas à videodança, passando por conteúdos como criação coletiva, elaboração de roteiro, gestão de filmagens, montagem, edição e audiodescrição. A proposta inclui atividades práticas e processos colaborativos de produção audiovisual.
Entre os temas abordados estão conceitos introdutórios da videodança, práticas de criação, estudos sobre espaço e montagem, além da concepção coletiva da obra final. Como resultado da formação, os participantes irão produzir uma videodança inédita, com duração entre cinco e dez minutos, exibida durante o encerramento do projeto no Teatro Marília. Posteriormente, a obra também será disponibilizada no canal da plataforma no YouTube em versão acessível, com Libras, audiodescrição e LSE. A trilha sonora do trabalho será assinada por Djeinaba Kane Ba.
Serviço
Encerramento do projeto Que se Dance
Data: 16 de junho de 2026
Horário: 19h às 20h30
Local: Teatro Marília – Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia – Belo Horizonte
Programação:
-
Exibição da videodança criada durante a residência artística
-
Bate-papo sobre processos criativos com Duna Dias, Leonardo Augusto, Luísa Machala e Vitor Drumond
-
Roda de conversa “Descentralização e diversidade na cultura de Belo Horizonte”, com Flavì Lopes e Rodrigo Antero
-
Apresentação “FAYAH”, do coletivo Gyals Di Uai
Informações: Instagram @quesedance_














































































