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FAFAN – Festival de Arte Fancha abre inscrições para artistas LGBTQIAPN+ de Belo Horizonte e RMBH

Até o dia 20/01, terça-feira, pessoas trans e mulheres lésbicas, bi ou pansexuais podem inscrever propostas artísticas, nas áreas de artes cênicas, música, literatura e audiovisual.

O FAFAN – Festival de Arte Fancha, idealizado pela Coletiva Fanchecléticas e pela Associação Artes Sapas, está de volta em sua 2ª edição, agora na versão presencial. Podem participar da programação artistas LGBTQIAPN+, com idade a partir de 18 anos, residentes em Belo Horizonte e região metropolitana, nos segmentos de artes cênicas, música, literatura e audiovisual. As inscrições estão abertas até às 23h59 do dia 20 de janeiro, terça-feira, e devem ser enviadas exclusivamente via formulário digital https://forms.gle/suetTi2CpwaFn34H9, disponibilizado no Instagram @fanchecleticas e no site das Fanchecléticas www.fanchecleticas.com/fafan.

Este projeto foi viabilizado com recursos da Lei Municipal de Cultura de Belo Horizonte modalidade incentivo fiscal, patrocinado pela DIEFRA e Plantuc através do Projeto Nº 1397/2022.

“Chegar a esta primeira edição presencial é o amadurecimento desse caminho coletivo. Depois de cinco anos, finalmente concretizamos o que em 2021, durante a pandemia, era apenas um desejo: o olho no olho e contato físico”, celebra Éle Fernandes, que assina a coordenação de curadoria do festival ao lado de integrantes da Coletiva Fanchecléticas e da Associação Artes Sapas.

 

Neste ano, a proposta é compor a programação com 16 trabalhos e duas ações formativas, baseados no conceito de Colheita. “Para nós, o ato de colher significa também reconhecer os caminhos que percorremos. Nossas criações dialogam com linhagens que vieram antes de nós. Artistas, coletivas, corpas, corpos, movimentos que prepararam o solo para que pudéssemos arar. Nosso festival propõe que essas memórias sejam criadas, revisitadas, reimaginadas e atualizadas em obras que tragam a força de quem semeou antes o futuro ancestral”, acrescenta Éle Fernandes.

 

Com curadoria formada por integrantes das Fanchecléticas e da Associação Artes Sapas, as propostas serão selecionadas a partir de critérios, como: relevância conceitual e de conteúdo; qualidade da narrativa, poética, estética e técnica; diálogo com o conceito do festival; pluralidade de vozes e narrativas; e descentralização e diversidade territorial das integrantes.

 

No segmento de artes cênicas é importante que as propostas inscritas, nas vertentes teatro, dança, circo ou performance, apresentem duração de 45 a 120 minutos. Dentro da linguagem do audiovisual, podem participar curtas-metragens/documentários, em todos os gêneros, finalizados nos anos de 2023, 2024 e 2025, com até 25 minutos. Só não serão aceitos filmes publicitários, institucionais, seriados e videoclipes.

 

Já na área de literatura, serão consideradas pela curadoria propostas como saraus, narração artística, contação de história e outras performances literárias. A duração mínima é de 15 minutos e a máxima de 40 minutos, em formato livre. Dentro da modalidade musical, serão selecionados trabalhos ao vivo, no formato pocket show, com tempo entre 20 e 40 minutos. Também serão permitidas inscrições de oficinas com duração mínima de 2 horas, que dialoguem de forma direta ou transversal com o conceito de Colheita, proposto nesta edição.

 

Cada artista, coletivo ou grupo pode inscrever até duas propostas com linguagens distintas. Para cada proposta selecionada, será oferecido um cachê (ver edital), que contempla transporte, alimentação e equipe técnica. Os selecionados irão compor a programação presencial do festival, prevista para acontecer em março deste ano.

 

“A cada ano que passa, o FAFAN se afirma como um espaço de luta ao compreender a arte não apenas como um produto, mas como prática política e ferramenta de transformação social. Para nós, a luta se manifesta na escolha de quem ocupa o centro da curadoria, afirmando corpas dissidentes e narrativas silenciadas que escapam às lógicas hegemônicas de produção cultural. O festival é, essencialmente, um território de confronto simbólico onde o ato de produzir e ocupar o espaço enquanto pessoas LGBTQIAPN+ já se configura como uma forma de resiliência e insurgência”, conclui Éle Fernandes.

 

Sobre a Associação Artes Sapas – Associação Artes Sapas (OSC) impacta diretamente o fazer de artistas trans, travestis e não-bináries, lésbicas, bissexuais e panssexuais, promovendo trabalhos e valorizando sua arte com promoção e criação de trabalhos artísticos e educativos a partir de uma perspectiva transfeminista, antirracista, popular e periférica, conectando arte, território e transformação social.

 

Coletiva Fanchecléticas – A Fanchecléticas Coletiva é o eixo artístico e sociocultural da Associação Artes Sapas, responsável por projetos feitos por e para pessoas trans e mulheres LGBTQIAPN+, que atuam no teatro, audiovisual, música e literatura. A ideia é que o FAFAN seja um lugar de encontro, mas também, um meio para difundir e pensar a arte Fancha, a representatividade dos corpos, sua identidade e sexualidade.

 

SERVIÇO

FAFAN – Festival de Arte Fancha está com inscrições abertas

 Prazo: até 23h59 do dia 20/01, terça-feira

Podem participar pessoas trans e mulheres lésbicas, bi ou pansexuais, com propostas artísticas nas áreas de artes cênicas, literatura, música e audiovisual

Via formulário digital: https://forms.gle/suetTi2CpwaFn34H9,

disponibilizado no Instagram @fanchecleticas e no site das Fanchecléticas www.fanchecleticas.com/fafan.

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