
Poucos artistas foram capazes de transformar o cotidiano em linguagem pictórica com tanta sensibilidade quanto Pierre-Auguste Renoir (1841–1919). Figura central do impressionismo francês, seus retratos e cenas ao ar livre redefiniram a pintura moderna ao substituir a rigidez acadêmica por pinceladas livres e cores luminosas. Entre 10 de março e 10 de maio de 2026, a Casa Fiat de Cultura realiza a exposição Renoir na Casa Fiat de Cultura, que reúne 11 pinturas e uma escultura de Renoir. O conjunto, pertencente ao acervo do MASP, é apresentado pela primeira vez fora de São Paulo e percorre diferentes momentos da trajetória do artista, oferecendo ao público a possibilidade de observar obras originais que atravessaram mais de um século e permanecem centrais na história da arte moderna. A experiência é ampliada por uma sala imersiva, projetada exclusivamente pela Casa Fiat de Cultura, dedicada à pintura Rosa e Azul (1881). A mostra integra as comemorações dos 20 anos da instituição e tem entrada gratuita.
Para Massimo Cavallo, presidente da Casa Fiat de Cultura, trazer Renoir a Belo Horizonte é um marco nas comemorações dos 20 anos da instituição. “Celebrar duas décadas de atuação com a obra de um artista dessa dimensão reforça o papel da Casa Fiat de Cultura na circulação de grandes mestres no Brasil. A exposição de Renoir sintetiza esse percurso e consolida nosso compromisso com uma programação gratuita e de alcance internacional”, afirma Massimo Cavallo, presidente da instituição.
Integrante da primeira geração impressionista ao lado de Claude Monet e Edgar Degas, Renoir participou das exposições independentes que romperam com o sistema oficial dos Salões franceses. Sua produção, entretanto, nunca se limitou à experimentação impressionista: após viagem à Itália, em 1881, o artista aprofundou seu estudo da tradição clássica e passou a estruturar suas composições com maior solidez. Essa combinação entre modernidade e diálogo com o passado tornou sua obra singular dentro do movimento.
Na exposição na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte (MG), o público poderá acompanhar diferentes momentos da carreira do pintor. Obras como A banhista e o cão griffon – Lise à beira do Sena (1870) revelam a fase inicial, ainda marcada pelo diálogo com a pintura acadêmica. Já as telas dedicadas às banhistas, Banhista enxugando a perna direita (1910) e Banhista enxugando o braço direito (1912), produzidas nas primeiras décadas do século 20, evidenciam volumes amplos, tonalidades quentes e uma pesquisa intensa sobre a materialidade da pele e a dissolução dos contornos. A escultura Vênus vitoriosa (1916) amplia esse percurso ao demonstrar como Renoir transpôs para o bronze sua investigação sobre corpo, movimento e sensualidade.
“As obras de Renoir foram incorporadas ao acervo do MASP durante o período das grandes aquisições, entre o fim dos anos 1940 e início dos 1950, quando o italiano Pietro Maria Bardi estruturou um núcleo fundamental de arte europeia no Brasil. As 12 obras reunidas nesta exposição percorrem praticamente toda a carreira do artista e raramente são apresentadas em conjunto. Anteriormente à mostra acontecer na ocasião da inauguração do novo edifício do MASP ano passado, o conjunto havia sido exibido há 23 anos, no próprio museu”, explica Fernando Oliva, curador da mostra e doutor em história da arte pela USP.
A exposição “Renoir na Casa Fiat de Cultura” é uma realização do Ministério da Cultura e da Casa Fiat de Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com o patrocínio da Stellantis e da Fiat, e organização do MASP. A mostra tem apoio cultural do Circuito Liberdade, do Governo de Minas e do Programa Amigos da Casa.
Quem foi Renoir
Nascido em Limoges, na França, em 1841, Renoir foi um dos principais pintores do movimento impressionista francês, conhecido por suas pinturas de cores vibrantes, caracterizadas pelo uso de luz e cor, pinceladas fluidas e uma atenção especial à figura humana, especialmente em cenas de cotidiano e retratos.
Renoir começou sua carreira como aprendiz de pintor de porcelana, mas logo se dedicou à pintura em tela, desenvolvendo um estilo que evoluiu do impressionismo ao realismo. Ainda na juventude conheceu Claude Monet (1840–1926), quando frequentava ateliês e estudava na École de Beaux-Arts de Paris. Com Camille Pissarro (1830–1903) e Alfred Sisley (1839–1899), formaram o primeiro núcleo dos impressionistas que renovou a técnica e os temas da pintura da época. Contudo, diferentemente dos colegas que estavam mais preocupados em captar a sensação visual produzida pelo motivo ao ar livre, Renoir se interessou mais pela representação humana nos diversos retratos que pintou, muitos de famílias da elite francesa.
A técnica: luz, cor e corpo
Um dos aspectos mais marcantes da obra de Renoir é a maneira como ele trabalha a luz e a cor para dar vida às figuras. Em vez de depender de linhas rígidas para definir os contornos, o artista modela o corpo com variações de tonalidade, criando volume por meio da própria cor.
No período impressionista, suas pinceladas são rápidas e visíveis, registrando as mudanças da luz ao ar livre. Renoir pintava muitas vezes fora do ateliê, buscando captar a atmosfera do momento e as nuances do ambiente ao redor.
Após viajar para a Itália, em 1881, ele passa a estruturar melhor suas figuras. As composições tornam-se mais organizadas e as formas ganham maior solidez, mas sem perder a luminosidade característica de sua pintura. A partir daí, Renoir combina liberdade e construção formal com equilíbrio.
Nos anos finais, especialmente nas séries de banhistas, a pintura se torna mais envolvente. As cores são mais suaves, os contornos menos definidos e a pele parece se integrar ao fundo. Renoir utiliza camadas de tinta para criar profundidade e textura, dando às figuras uma presença quase tátil.
Mesmo enfrentando limitações físicas causadas pela artrite reumatoide, o artista continuou produzindo intensamente. Nesse período, também passou a trabalhar com escultura, ampliando sua pesquisa sobre o corpo humano e explorando como traduzir em volume aquilo que antes construía com pinceladas.
Obras em destaque
O conjunto de obras apresentado na exposição mostra como Renoir transitou com naturalidade entre retratos, cenas ao ar livre e nus femininos, revelando diferentes momentos de sua trajetória.
Um dos destaques é A banhista e o cão griffon – Lise à beira do Sena (1870), exibida no Salão de Paris naquele ano. A modelo é Lise Tréhot, que posou diversas vezes para o artista no início de sua carreira. Na época, a pintura oficial ainda exigia que corpos nus fossem representados como personagens mitológicos. Aqui, no entanto, Renoir apresenta uma mulher real, à beira do rio, em uma cena cotidiana. O pequeno cão ao seu lado acrescenta delicadeza e espontaneidade à composição. A obra marca um momento de mudança na pintura de Renoir, quando ele começa a se afastar das regras tradicionais e a se aproximar da linguagem que mais tarde caracterizaria o impressionismo.
Nas obras que vieram mais tarde, como Banhista enxugando o braço direito (1912), Renoir adota uma pintura mais suave e envolvente. A figura feminina aparece em tons claros, com contornos menos marcados e uma integração maior entre corpo e paisagem. A modelo provavelmente foi Gabrielle Renard, que conviveu com a família do artista por muitos anos. Nessa fase, Renoir buscava criar formas mais amplas e sensuais, inspiradas em grandes mestres da pintura europeia. O foco está menos na narrativa e mais na presença do corpo, na cor e na sensação transmitida pela imagem.
Essa transformação também é visível em Banhista enxugando a perna direita (c. 1910). A figura ocupa quase todo o espaço da tela, com volumes generosos e cores quentes. Renoir trabalha principalmente com tons rosados e claros, criando uma sensação de luminosidade e continuidade entre pele e fundo. A composição é simples, mas poderosa, destacando a forma e a presença da figura.
Em contraste, Retrato de Marthe Bérard (1879) revela a habilidade de Renoir na pintura de retratos. Marthe tinha apenas nove anos quando foi retratada. Sua postura contida e o olhar lateral conferem à imagem um ar delicado e introspectivo. O artista equilibra precisão no rosto com um fundo mais solto e vibrante, criando profundidade e leveza ao mesmo tempo.
Já Menina com as espigas (1888) apresenta uma jovem segurando feixes de trigo, em uma cena que mistura simplicidade e poesia. A figura se destaca da paisagem, que é construída com pinceladas visíveis e cores vivas. A obra demonstra como Renoir conseguia unir estrutura e liberdade na pintura, criando imagens ao mesmo tempo sólidas e luminosas.
A exposição inclui, ainda, a escultura Vênus vitoriosa (1916). Nos últimos anos de vida, mesmo enfrentando limitações físicas, Renoir passou a trabalhar também com escultura, em parceria com o artista Richard Guino. Inspirada na mitologia grega, a peça representa a deusa Vênus segurando a maçã de ouro que simboliza sua vitória no julgamento de Páris. A escultura mantém as formas suaves e a sensualidade presentes em suas pinturas, mostrando como o artista levou sua pesquisa sobre o corpo feminino também para o volume tridimensional.
Uma experiência imersiva
Entre as obras mais emblemáticas da coleção do MASP está Rosa e Azul (1881), pintura que sintetiza um momento decisivo na trajetória de Pierre-Auguste Renoir. O retrato das irmãs Alice e Elisabeth Cahen d’Anvers foi realizado no início do chamado período aigre, fase em que o artista, após sua viagem à Itália, revisita a tradição renascentista e passa a estruturar suas composições com maior rigor formal.
As duas meninas, posicionadas diante de uma cortina cor de vinho, aparecem unidas pelas mãos, compondo uma cena de equilíbrio delicado entre infância e representação social. A paleta, em tons rosa e azul, constrói atmosferas emocionais distintas, sugerindo contrastes sutis de temperamento e expressão. As texturas dos vestidos, a definição dos cabelos e a modelagem dos rostos revelam a busca de Renoir por maior solidez volumétrica, sem abandonar a luminosidade característica de sua pintura.
Por sua relevância histórica e por questões de conservação, Rosa e Azul permanece no MASP. Na Casa Fiat de Cultura, a obra é apresentada em uma sala imersiva especialmente concebida pela Casa Fiat de Cultura para ampliar a experiência do público. O ambiente permite observar detalhes ampliados da superfície pictórica, aproximando o visitante das pinceladas, das camadas de cor e da construção volumétrica da pintura. Recursos audiovisuais contextualizam o momento de produção da obra e sua trajetória histórica, propondo uma aproximação ampliada com um dos retratos mais emblemáticos do impressionismo francês.
A instalação propõe outra forma de aproximação: convida o público a explorar a materialidade da pintura em escala ampliada e a compreender a complexidade técnica e simbólica que transformou Rosa e Azul em um dos retratos mais célebres do impressionismo francês.
Parceria histórica
A relação entre a Casa Fiat de Cultura e o MASP teve início em 2006, na inauguração do espaço cultural, com a exposição “Arte Italiana do MASP na Casa Fiat de Cultura”. Desde então, as duas instituições mantêm um diálogo constante voltado à circulação de acervos e à ampliação do acesso do público brasileiro a obras de relevância internacional.
A mostra “Renoir na Casa Fiat de Cultura” reafirma essa trajetória. Pela primeira vez, esta coleção de obras de Renoir, pertencentes ao acervo do MASP, deixa a sede do museu paulista para ser apresentada em outra cidade.
“A circulação do acervo do MASP e o diálogo com diferentes públicos e territórios são pilares centrais de nossa missão institucional. Retomar essa parceria, vinte anos depois, reafirma valores compartilhados e renova um vínculo construído ao longo do tempo. É com grande alegria que o MASP participa desta nova celebração histórica ao lado da Casa Fiat de Cultura e da Fiat”, reforça Heitor Martins, Presidente do MASP.
Casa Fiat de Cultura
A Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural brasileiro, ao realizar prestigiadas exposições. A programação estimula a reflexão e interação do público com várias linguagens e movimentos artísticos, desde a arte clássica até a arte digital e contemporânea. Por meio do Programa Educativo, a instituição articula ações para ampliar a acessibilidade às exposições, desenvolvendo réplicas de obras de arte em 3D, materiais em Braille e atendimento em libras. Mais de 100 mostras, de consagrados artistas brasileiros e internacionais, já foram expostas na Casa Fiat de Cultura, entre os quais Caravaggio, Rodin, Chagall, Tarsila, Rembrandt e Portinari, entre outros. Há 20 anos, o espaço apresenta uma programação diversificada, com música, palestras, residência artística, além do Ateliê Aberto – espaço de experimentação artística – e de programas de visitas com abordagem voltada para a valorização do patrimônio cultural e artístico. A Casa Fiat de Cultura é situada no histórico edifício do Palácio dos Despachos e apresenta, em caráter permanente, o painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. O espaço integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 5 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 800 mil participaram de suas atividades educativas.
Casa Fiat de Cultura em 20 anos
2006 – Nos 30 anos de Fiat no Brasil, foi criado o primeiro espaço cultural de uma empresa de automóveis no Brasil, a Casa Fiat de Cultura, como um presente aos brasileiros. A primeira exposição foi “Arte italiana do Masp na Casa Fiat de Cultura”, que levou 40 mil visitantes ao Belvedere, antiga sede do espaço cultural.
2007 – A exposição “Speed – A arte da velocidade na Casa Fiat de Cultura” marca as comemorações no Brasil do centenário do Manifesto Futurista. Foi exibido o mais representativo acervo de arte italiana deste período, reunindo fotografias históricas, obras de arte, filmes, moda, objetos de design, e até a Ferrari de Schumacher.
2008 – Casa Fiat de Cultura realiza a maior retrospectiva do artista Amilcar de Castro no Brasil, ocupando, além de suas galerias, as praças da Liberdade e a Praça JK, com a exibição de obras monumentais.
2009 – No ano da França no Brasil, a Casa Fiat realiza duas grandes mostras internacionais: Marc Chagall e Rodin. Pela primeira vez, a monumental escultura Les trois ombres (As três sombras), de Rodin, foi retirada do jardim do Musée Rodin, na França, onde está instalada. As obras L’Éternel printemps (A eterna primavera) e a escultura Les bénédictions (As bênçãos), algumas de suas mais bonitas peças em mármore, também nunca haviam saído do museu francês.
2010 – A Casa Fiat de Cultura realiza a exposição “Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas”, em parceria com o Instituto Tomie Ohtake (São Paulo) e a Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre). A mostra buscou traçar relações entre a arte oriental e o artista fluminense, radicado em terras mineiras nas duas últimas décadas de vida.
2011 – É realizado, no Palazzo Pamphili, o primeiro Festival Itália-Brasil, numa parceria da Casa Fiat de Cultura com a Embaixada do Brasil em Roma. Nomes como Vik Muniz, Irmãos Campana, Ernesto Neto, Grupo Galpão, Elisa Freixo e Toquinho participaram do Festival.
2012 – Pela primeira vez, o Brasil recebe uma exposição de Caravaggio. Destaque para Medusa Murtola, que saiu pela primeira vez da Itália e causou comoção em todo o país. A exposição integrou a programação do Momento Itália-Brasil.
2013 – Casa Fiat de Cultura inicia o restauro de sua nova sede, no antigo prédio do Palácio dos Despachos – edifício tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) –, constituindo-se como um dos principais pilares do Circuito Liberdade. Com curadoria de Ronaldo Fraga, “Recosturando Portinari” revela os bastidores da restauração do painel Civilização Mineira, de Candido Portinari.
2014 – Em junho, mês da abertura da Copa do Mundo no Brasil, a Casa Fiat de Cultura inaugura sua nova sede no Circuito Cultural da Praça da Liberdade. A primeira mostra no novo prédio foi “Barroco Itália Brasil – Prata e Ouro”, que exibiu 40 esculturas barrocas, reunindo obras em prata da Itália do século XVII e peças policromadas do Barroco mineiro e brasileiro, revelando a riqueza artística do período.
2015 – A Casa Fiat de Cultura resgata uma tradição e lança a primeira edição de seu Presépio Colaborativo, todo criado com materiais reutilizáveis e feito de forma colaborativa em ateliês abertos com a participação do público.
2016 – É criada a Picolla Galleria, novo espaço expositivo da Casa Fiat de Cultura, com o objetivo de apoiar e promover novos artistas. A cada ano, abre-se processo de seleção para escolha dos projetos que integrarão o calendário expositivo.
2017 – Lançamento das peças multissensoriais do maior painel de Portinari em Minas Gerais, que fica em exposição permanente no hall da Casa Fiat de Cultura. Novos recursos de acessibilidade e mediação para pessoas com deficiência visual ampliam o acesso à obra.
2018 – Obras de mestres do Renascimento Italiano, como Tiziano, Perugino e Guido Reni, que retrataram São Francisco de Assis, são apresentadas pela Casa Fiat de Cultura. A exposição é destacada entre as 100 mostras mais visitadas no mundo, na categoria Old Masters, segundo a revista inglesa The Art Newspaper. Neste mesmo ano, jovens artistas participaram de uma Residência em Arte Digital na Casa Fiat de Cultura.
2019 – Inédita, a mostra “Beleza em Movimento – Ícones do Design Italiano” reúne várias linguagens e impressionante acervo, composto por mais de cem peças, entre obras de arte, automóveis históricos, objetos de design, miniaturas e instalações multimídia. Pela primeira vez, uma exposição da Casa Fiat de Cultura ocupa todas as galerias do espaço.
2020 – Em um ano de pandemia e fechamento dos espaços culturais em todo o mundo, a Casa Fiat de Cultura reestrutura toda sua programação para o ambiente digital, promovendo o acesso de milhares de pessoas em todo o Brasil.
2021 – Nos 45 anos da Fiat no Brasil e 15 anos da Casa Fiat de Cultura, um novo presente é dado aos brasileiros: o cuidadoso restauro de obras de Aleijadinho (1738-1814), realizado ao vivo para visitação do público.
2022 – A partir das reflexões suscitadas pelo centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, a Casa Fiat de Cultura realiza a exposição “EntrePanos: rupturas do moderno e contemporâneo”, reunindo nomes como Tarsila do Amaral, Helio Oiticica e Flávio de Carvalho para discutir as dimensões do vestir.
2023 — A Casa Fiat de Cultura realiza as mostras O Inferno de Dante, que trouxe interpretações visuais da obra de Dante Alighieri; Pioneiros do Design Brasileiro – Cadeiras Modernistas, que destacou a estética modernista no mobiliário brasileiro, e OCEANVS, que uniu arte e tecnologia para refletir sobre a água por meio de uma experiência imersiva.
2024 — O ano marcou uma programação diversificada, que aprofundou diálogos sobre o colecionismo, com Visível Sensível: do colecionismo ao museu; realizou a primeira exposição de Pancetti em Belo Horizonte; homenageou a capital mineira por meio das obras de Carlos Bracher e apresentou a exposição interativa “Pimpa”, personagem infantil italiana.
2025 — A Casa Fiat de Cultura promove o restauro de obras da artista Yara Tupynambá e realiza “Arte Gravada: acervo do MAP na Casa Fiat de Cultura”, celebrando a cultura mineira; com “Natureza Transformada”, promove o diálogo entre arte, arquitetura e natureza; “Em cada canto” reúne obras brasileiras da coleção de Vilma Eid; e a inédita mostra “Niki de Saint Phalle. Sonhos de liberdade” marca a Temporada França-Brasil. Pela primeira vez no Brasil, realiza a exposição de gravuras “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra”. A instalação “Manguezal”, que conta com a escultura Radici di Mangrovia (Raízes do Mangue), dos artistas italianos Mariagrazia Abbaldo e Paolo Albertelli é doada pela Casa Fiat de Cultura ao idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão, responsável por gerir o Museu do Jardim Botânico, com exposição dedicada à obra.
2026 – A Casa Fiat de Cultura celebra 20 anos e abre as comemorações com exposição dedicada a Renoir.
20 anos da Casa Fiat de Cultura em números
5 milhões de visitantes
800 mil jovens, crianças e professores atendidos pelo Programa Educativo
110 exposições de acervos internacionais e nacionais
Mais de 3,5 mil obras de arte apresentadas
Mais de 100 instituições parceiras em todo o mundo
13 itinerâncias realizadas, promovendo a circulação dos acervos e o acesso às exposições em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Buenos Aires
11 prêmios de Comunicação e Desenvolvimento Cultural
48 novos artistas contemplados na seleção da Piccola Galleria
11 presépios colaborativos com a participação do público
Mais de 200 empregos diretos e indiretos a cada exposição
750 pessoas atendidas em grupos PCDs, inclusivos, socioeducativos e de diversidade
SERVIÇO
Exposição Renoir na Casa Fiat de Cultura
Período expositivo: 10 de março a 10 de maio de 2026
Visitação presencial: terça-feira a sexta-feira das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h (exceto segundas-feiras)
Entrada gratuita
Bate-papo com o curador Fernando Oliva
Quarta-feira, 11 de março, às 19h30
Inscrições gratuitas pela Sympla: sympla.com.br/produtor/casafiatdecultura
Casa Fiat de Cultura
Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – Belo Horizonte/MG
Circuito Liberdade
Horário de Funcionamento
Terça-feira a sexta-feira, das 10h às 21h
Sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h
Informações
www.casafiatdecultura.com.br
casafiatdecultura@stellantis.com
facebook.com.br/casafiatdecultura
Instagram: @casafiatdecultura
X: @casafiat
YouTube: Casa Fiat de Cultura




