A Cemig e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) realizaram, nesta segunda-feira (21/9), três ações conjuntas para regularizar a ocupação dos postes da capital por cabos de empresas de telefonia, internet e TV por assinatura. O trabalho envolve a identificação de situações irregulares e a supervisão das empresas responsáveis pela retirada de cabos e equipamentos sem utilização, com o objetivo de aumentar a segurança da população e contribuir para a organização do espaço urbano.
Nesta semana, as ações foram realizadas nos bairros São Bento, Lagoinha e Mangabeiras.
As ações fazem parte de um trabalho contínuo realizado pela Cemig na capital. Somente em 2026, 6,3 toneladas de sucatas de cabos já foram recolhidas em Belo Horizonte. Em 2025, foram outras 6,9 toneladas, totalizando mais de 13 toneladas de materiais retirados dos postes nos dois anos.
Para o vice-presidente de Distribuição da Cemig, Ernando Antunes, a parceria com o município amplia a capacidade de atuação sobre um problema que envolve diferentes empresas e afeta diretamente o espaço urbano.
“A Cemig tem intensificado o trabalho para garantir que a ocupação dos postes ocorra de forma organizada e dentro das normas de segurança. A parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte é fundamental porque permite uma atuação integrada sobre uma questão que não envolve apenas o sistema elétrico, mas também a segurança da população e a organização da cidade. Nosso objetivo é avançar cada vez mais na regularização dessas redes”, afirma.
Quase 5 mil notificações em oito meses
Além das operações em campo, a Cemig realiza fiscalizações e notifica as empresas responsáveis para que façam as adequações necessárias. Entre janeiro e agosto de 2026, foram encaminhadas 4.864 notificações às empresas que compartilham os postes em Belo Horizonte. O número já supera as 3.629 notificações realizadas durante todo o ano de 2025.
O gerente de Eficiência Energética e Receitas Acessórias da Cemig, Thiago Batista, explica que a responsabilidade pela instalação e manutenção dos cabos de telecomunicações é das empresas que utilizam a infraestrutura da distribuidora.
“As empresas de telecomunicações precisam obedecer às normas técnicas e às condições estabelecidas para a ocupação dos postes. Quando identificamos cabos fora do padrão, abandonados ou outras irregularidades, as responsáveis são notificadas para fazer a adequação. Esse acompanhamento é permanente e as ações conjuntas ajudam a acelerar a regularização e a eliminar situações que podem representar risco para a população”, explica.
O compartilhamento dos postes permite que empresas de telefonia, internet e TV utilizem a infraestrutura da distribuidora para prestar seus serviços. Os cabos de telecomunicações devem ocupar o espaço destinado a eles na parte inferior dos postes, mantendo as distâncias de segurança estabelecidas em relação à rede elétrica e ao solo.
A atuação conjunta também permite integrar a fiscalização da Cemig às ações da Prefeitura nos espaços públicos da capital. De acordo com Iara França, subsecretária de Fiscalização da Prefeitura de Belo Horizonte, a iniciativa contribui para melhorar a organização urbana e enfrentar situações que geram transtornos para a população.
“Essa primeira força-tarefa representa uma soma de esforços para ampliar a segurança e contribuir para o paisagismo e a organização dos espaços públicos da cidade. Desde a entrada em vigor do Decreto nº 19.590, em 12 de maio, até agora, a Fiscalização já realizou 397 vistorias. Esse trabalho é fundamental para identificar situações irregulares e orientar as medidas necessárias para a regularização, contribuindo para tornar os espaços públicos mais seguros, organizados e visualmente mais adequados para a população”, afirma.
Compartilhamento também contribui para reduzir conta de energia
Além de permitir a utilização da infraestrutura existente para a oferta de serviços de telecomunicações, o compartilhamento dos postes gera recursos que contribuem para a modicidade tarifária. Conforme as regras do setor elétrico, 60% dos valores faturados pela Cemig com esse compartilhamento são destinados à redução das tarifas de energia elétrica.
Por isso, a regularização também é importante para identificar empresas que utilizam os postes sem contrato ou sem cumprir as exigências estabelecidas. A ocupação sem projeto e fora dos padrões técnicos, além de não gerar a receita prevista pelo compartilhamento regular, pode provocar excesso de cabos e comprometer a segurança das estruturas.
Como identificar os cabos
A Cemig ressalta que nem todos os fios instalados nos postes pertencem à companhia. Os cabos da rede elétrica, que são energizados, ficam na parte superior da estrutura. Já os cabos utilizados pelas empresas de telecomunicações ficam na parte inferior, abaixo da iluminação pública, e devem respeitar as normas técnicas e as alturas de segurança em relação ao solo.
A população também pode contribuir informando situações como fios soltos, caídos, em altura inadequada ou outras irregularidades envolvendo cabos de telecomunicações. O registro pode ser realizado no site www.cemig.com.br/compartilhamento, na seção “canal de denúncia”. As informações são analisadas pelas equipes técnicas e, quando a ocorrência envolve telecomunicações, encaminhadas à empresa responsável ou aos órgãos competentes para regularização.
Classificação: Público


















































































