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Pressão por entregas, jornadas intensas, trabalho noturno, mudanças de última hora e dezenas ou até centenas de profissionais atuando simultaneamente fazem parte dos bastidores do mercado de eventos. Com a nova redação da NR-01, que passou a incluir os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), essas características ganham uma nova camada de atenção.
Com a mudança, a MeEventos, plataforma integrada de gestão do setor de eventos, discute os impactos da norma e os caminhos para adaptação das empresas. Por meio da MeAcademy, frente de capacitação da companhia, a empresa reunirá em Belo Horizonte, no dia 26 de agosto (quarta-feira), especialistas das áreas de psicologia, direito, produção de eventos e tecnologia para debater como o setor pode avançar na organização do trabalho e na prevenção desses riscos.
Para Tiago Ferreira, fundador e CEO da MeEventos, a adequação coloca em evidência um problema histórico das operações de eventos, a fragmentação de informações e processos. A própria MeEventos surgiu a partir da necessidade de centralizar uma operação que dependia de controles dispersos, e hoje integra a gestão de equipes, contratos, pagamentos, fornecedores e atendimento.
“O setor de eventos trabalha com muitas pessoas, empresas e responsabilidades acontecendo ao mesmo tempo. Quando a operação depende de controles dispersos, fica mais difícil ter clareza sobre quem está escalado, quais são as responsabilidades, como as jornadas estão organizadas e onde estão os pontos de atenção. A tecnologia não substitui a gestão de pessoas nem a avaliação dos riscos, mas pode dar mais rastreabilidade e organização para que as empresas tomem decisões melhores e consigam estruturar seus processos de prevenção“, afirma Tiago.
Segundo o executivo, a discussão sobre a NR-1 está inserida em um movimento mais amplo de profissionalização do setor. “A norma exige que as empresas olhem para os próprios processos e entendam como a forma de organizar uma operação impacta quem está trabalhando nela. Em eventos, onde mudanças e imprevistos fazem parte da rotina, ganhar previsibilidade é especialmente importante“, acrescenta.
Eventos têm dinâmica própria
Entre os especialistas convidados pela MeEventos para ampliar esse debate está a psicóloga clínica Denise Albano Câmara, pós-graduada em Psicologia Analítica, especialista em terapia de grupo e gestora de NR-1. Segundo ela, um dos primeiros pontos que o mercado precisa compreender é que a norma não propõe uma avaliação da saúde mental individual dos profissionais.
“Na NR-1, o foco não é diagnosticar o trabalhador, mas identificar fatores presentes no ambiente e na organização do trabalho que podem representar riscos psicossociais e precisam ser prevenidos ou controlados. Não é uma terapia individual. O olhar é para o ambiente“, explica Denise.
Essa análise ganha contornos específicos no mercado de eventos. Uma única produção pode reunir empregados contratados pelo regime CLT, freelancers, profissionais intermitentes, pessoas jurídicas e equipes de diferentes fornecedores, enquanto todos precisam responder simultaneamente a cronogramas apertados e situações inesperadas.
Segundo Denise, essa diversidade exige clareza na definição de responsabilidades, limites e entregas. “A empresa precisa ter cuidado para não criar cobranças, metas e expectativas de desempenho de forma indiscriminada, como se todos estivessem submetidos às mesmas condições de trabalho. Quando não há clareza sobre papéis, responsabilidades, limites e comunicação, isso pode gerar sobrecarga, conflitos, pressão excessiva e insegurança.”
Outro participante do encontro, Temístocles Bezerra de Barros, empresário, advogado e produtor de eventos, chama atenção para a necessidade de compreender a responsabilidade de cada agente envolvido na operação.
“O produtor de eventos normalmente trabalha com poucos colaboradores e faz contratações pontuais por evento, com raras exceções. A partir dessa identificação, cada empresa terá que refletir sobre as condições de trabalho de seus colaboradores, considerando que cada evento tem características diferentes, principalmente os maiores e aqueles que acontecem durante vários dias seguidos“, afirma.
A discussão reunirá ainda Frederico Amorim, advogado, e Leandro França, cientista da computação e engenheiro de IA, ampliando o debate sobre como legislação, gestão, comportamento e tecnologia se relacionam com as transformações nos bastidores do setor.
Serviço
NR-01 no Mercado de Eventos
Data: 26 de agosto, quarta-feira
Horário: das 8h às 12h30
Formato: presencial
Local: Belo Horizonte (MG)
Realização: MeAcademy
Participação: gratuita
Incrições: aqui
Sobre a MeEventos – Fundada em 2014, com sede em Belo Horizonte (MG), a MeEventos é uma plataforma integrada para a gestão de eventos, desde o gerenciamento de equipes e freelancers até o controle financeiro. A MeEventos é usada para a gestão, em média, de 18 mil eventos por mês, atende 2 mil empresas de todo o Brasil no setor de eventos, e sua plataforma conta com mais de 10 mil usuários. A empresa fecha 2025 com um faturamento de R$ 5,8 milhões, e se consolida como principal canal de profissionalização do mercado de eventos por meio do MeAcademy. Saiba mais em: meeventos.com.br.


















































































