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Maior Rede de limpeza do Brasil mira comércio de BH com modelo que transforma lojas em pontos de limpeza profissional

Belo Horizonte, junho de 2026

Belo Horizonte sempre teve um comércio de rua muito particular. De bairro em bairro, a cidade é marcada por lojas familiares, negócios de proximidade, mercados locais, pet shops, lojas de embalagens, descartáveis, EPIs, utilidades, jardinagem e pequenos varejos que crescem menos pela lógica fria da escala e mais pela confiança construída no balcão. Agora, uma nova estratégia de uma gigante do varejo começa a mirar justamente esse tipo de operação: a conversão de lojas já existentes em pontos da Unishop, maior Rede de limpeza profissional do Brasil no segmento.

A proposta é simples e conversa diretamente com uma dor do comerciante belo-horizontino. Ela responde uma pergunta central: como faturar mais sem necessariamente abrir outro ponto, mudar de ramo ou começar uma operação do zero?

Em vez de substituir o negócio atual, a solução da Unishop é oferecer ao lojista a possibilidade de agregar ao mix uma linha profissional de limpeza e higienização conectada diretamente à Start Química, indústria do Grupo Lima & Pergher que se aproxima de quatro décadas de mercado, desenvolve, fabrica e abastece a Rede com um portfólio de mais de 2.000 itens. Na prática, o comerciante passa a trabalhar com produtos de uma indústria consolidada, com padronização, capacidade de abastecimento e maior competitividade para atuar no mercado local.

O movimento chega em um momento em que Minas Gerais vive forte dinamismo empreendedor. Segundo o Sebrae Minas, o estado abriu mais de 532 mil empresas em 2025, com média de 1,4 mil CNPJs por dia, e Belo Horizonte registrou 98 mil novas empresas ativas no ano. O mesmo levantamento mostra que 96% das aberturas em Minas foram micro e pequenas empresas, justamente o perfil que mais busca formas de crescer com menos exposição a custos fixos elevados.

“O varejista de Belo Horizonte conhece muito bem o cliente dele. Muitas vezes, ele já tem ponto, equipe, reputação local e uma base fiel. O que falta é uma categoria complementar, com mais recorrência e melhor margem, para vender mais para esse mesmo público”, afirma Vinícius Meneghin, gerente de expansão e digital da Unishop.

Segundo ele, a conversão de loja nasce dessa leitura: “O lojista não joga fora a história que construiu. Ele agrega a Unishop, amplia o mix e passa a atuar também como centro de soluções em limpeza e higienização”, completa.

BH como praça natural para conversão de lojas

A aposta da Unishop em Belo Horizonte tem lógica econômica e territorial. A capital combina comércio de bairro forte, grande presença de pequenos negócios, população altamente distribuída em regiões com dinâmica própria e uma cultura de compra muito ligada à proximidade. Ao mesmo tempo, o varejo local vem se adaptando a um consumidor que quer resolver mais coisas em menos deslocamentos.

Em janeiro de 2025, as vendas do comércio varejista de BH cresceram 2,2% em relação a dezembro de 2024, segundo o Termômetro de Vendas da CDL/BH. Na comparação com janeiro do ano anterior, a alta foi de 2,55%. O levantamento também destacou o avanço de supermercados, drogarias e cosméticos, segmentos ligados a compras frequentes e itens de uso essencial.

Para a Unishop, esse comportamento favorece lojas que deixam de ser apenas pontos de compra específicos e passam a funcionar como Centros de Soluções em Limpeza e Higienização, capazes de atender tanto o consumidor final quanto pequenos negócios que precisam de orientação, variedade e reposição constante. De acordo com Vinicius, uma loja de embalagens pode vender desengordurantes profissionais para restaurantes e lanchonetes ou um pet shop pode acrescentar higienizadores para ambientes com animais, e por aí vai.

“BH é uma cidade de comércio vivo com centralidades fortes, bairros com identidade própria e lojistas que conhecem o cliente pelo nome. A conversão funciona muito bem nesse ambiente porque não tenta apagar o comércio local, mas potencializar o que ele já tem de melhor”, analisa Meneghin.

Uma nova camada de faturamento para quem já tem cliente

O modelo de conversão parte de uma premissa objetiva: muitos lojistas já atendem clientes que consomem limpeza profissional, mas ainda não capturam essa venda dentro da própria loja.

Ao integrar a Unishop ao negócio, o comerciante passa a oferecer uma categoria essencial, de giro constante e com possibilidade de venda consultiva. O produto profissional permite uma conversa menos baseada apenas em preço e mais apoiada em rendimento, concentração, diluição e resultado. Para o varejo físico, isso pesa muito.

“Não estamos falando de colocar uma gôndola a mais e esperar que ela se venda sozinha. A ideia é reorganizar a loja para que o cliente enxergue ali uma solução mais completa. O lojista que já atende empresas, síndicos, restaurantes ou consumidores que cuidam da casa pode aumentar ticket médio e gerar recompra com produtos profissionais. É uma expansão dentro do próprio negócio”, explica Meneghin.

O mercado de limpeza também ajuda a sustentar essa estratégia. O consumo de produtos de limpeza no Brasil chegou a R$38,1 bilhões em 2024, com previsão de crescimento de 31,3% até 2029, quando deve alcançar R$50,1 bilhões, segundo dados da Euromonitor divulgados pelo setor. A indústria brasileira de saneantes também registrou alta de 9,1% na produção em 2024, de acordo com a ABIPLA.

Conversão em vez de ponto novo

A conversão de lojas se diferencia da expansão tradicional porque reduz parte do atrito inicial. O lojista já tem endereço, fluxo, equipe, fornecedores, clientela e conhecimento da praça.

A Unishop entra com marca, mix profissional, acesso direto ao portfólio da Start Química, orientação de exposição, apoio comercial, suporte técnico especializado e uma rotina de capacitação que combina treinamentos presenciais e online, encontros mensais e acompanhamento semanal com o lojista.

O processo começa com a análise da loja, do potencial do ponto e do público atendido. A partir disso, a Rede define o mix mais adequado para a região e orienta a organização das categorias. A fachada passa por padronização visual da Unishop, com arte desenvolvida pela própria Rede, e o valor investido nessa adaptação pode ser bonificado em produtos, conforme as condições do programa.

A entrada no modelo prevê que a soma dos três primeiros pedidos chegue a R$20 mil, formando um estoque inicial competitivo. Quando a loja já trabalha com produtos concorrentes, a transição é feita com prazo para retirada gradual, sem ruptura brusca para o comerciante.

“É um modelo muito pragmático. O lojista não precisa fechar a operação atual, nem abandonar o que já vende. Ele pode continuar com embalagens, descartáveis, pet, agropecuária, EPI ou utilidades e agregar uma categoria que conversa com esse público. Para muitos comerciantes, especialmente em uma praça como Belo Horizonte, é mais racional do que abrir uma unidade do zero”, afirma Meneghin.

BH, franquias e modelos mais leves

O avanço da Unishop em Belo Horizonte também dialoga com um mercado mineiro aquecido para redes e modelos assistidos de expansão. Minas Gerais se manteve como o terceiro maior mercado do Brasil em número de unidades de franquias no terceiro trimestre de 2025, com 18.246 operações, segundo dados da ABF divulgados pelo Diário do Comércio. No mesmo período, o franchising mineiro cresceu 8,9% e faturou mais de R$6 bilhões.

A Unishop, porém, não opera como franquia tradicional. O modelo é de licenciamento de marca, sem cobrança de taxa de franquia, royalties ou mensalidades. A diferença é que o modelo mais leve não significa ausência de suporte. Ao contrário: o licenciamento da Unishop combina autonomia para o comerciante local com a retaguarda de uma indústria que desenvolve produtos, abastece a Rede, capacita equipes e acompanha a operação de perto.

Para o lojista convertido, esse ponto é especialmente relevante, já que a estrutura principal do negócio já existe, e não se perde a identidade do que já funciona. A ausência de repasses recorrentes, por sua vez, ajuda a preservar margem e permite que o resultado adicional gerado pelo novo mix permaneça mais concentrado na operação.

“O varejista que converte a loja quer crescer, mas não quer perder autonomia. Ele quer uma marca forte, uma indústria por trás, treinamento, mix e suporte, mas sem se transformar em um operador engessado por taxas e amarras. O licenciamento conversa bem com esse perfil de comerciante local”, pontua Meneghin.

O movimento acontece em um ambiente no qual o franchising brasileiro também bateu recorde. Em 2025, o setor faturou R$301,7 bilhões, alta nominal de 10,5% em relação a 2024, segundo a ABF. A entidade atribui parte do avanço à revisão de mix, ao crescimento de vendas com maior valor agregado e à demanda por conveniência e praticidade.

“Existe uma grande oportunidade em Belo Horizonte porque a cidade tem muitos negócios tradicionais que já têm relacionamento e fluxo. A conversão é uma ponte entre esse varejo que já existe e um mercado de limpeza profissional que segue crescendo. Para a Unishop, é expansão com aderência local. Para o lojista, é uma forma de ganhar mais com a base que ele já construiu”, conclui Meneghin.

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