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Cresce a procura por terapias injetáveis no Brasil e especialistas alertam para riscos do uso sem acompanhamento

Cresce no Brasil o interesse por terapias injetáveis voltadas ao emagrecimento, à performance física e à longevidade. O que antes era restrito, principalmente, ao tratamento da obesidade e do diabetes, passou a ocupar espaço nas redes sociais, nos consultórios e até nas conversas do dia a dia. A promessa de perda de peso acelerada, melhora estética e mais disposição transformou esses medicamentos em tendência — mas também em motivo de preocupação entre especialistas.

O avanço desse mercado reflete uma sociedade cada vez mais guiada pela busca de resultados rápidos, alta performance e bem-estar constante. Em meio a esse cenário, médicos alertam para os riscos do uso indiscriminado dessas substâncias, especialmente quando utilizadas sem indicação adequada ou acompanhamento profissional.

Para a Dra. Tatiana Jaber, há uma crescente banalização de tratamentos que exigem avaliação clínica individualizada e responsabilidade médica.

“Muitas pessoas enxergam esses medicamentos como soluções rápidas, mas é fundamental compreender que a obesidade é uma doença crônica e que o tratamento precisa ser conduzido com critério. Não existe fórmula mágica”, afirma.

Entre as terapias mais conhecidas estão os análogos de GLP-1, medicamentos que atuam no controle do apetite, da saciedade e do metabolismo. Embora apresentem resultados relevantes em diversos casos, especialistas reforçam que o uso deve ser cuidadosamente acompanhado.

“O problema começa quando essas medicações passam a ser utilizadas apenas por pressão estética ou impulsionadas por promessas irreais disseminadas na internet. Cada organismo responde de maneira diferente, e o tratamento precisa respeitar essa individualidade”, explica a médica.

Além dos possíveis efeitos colaterais e complicações clínicas decorrentes do uso inadequado, profissionais da área também observam impactos emocionais relacionados à relação com o corpo e à busca incessante por padrões estéticos muitas vezes inalcançáveis.
Segundo a Dra. Tatiana Jaber, o tratamento seguro não se resume à medicação. Ele envolve mudança de hábitos, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento multidisciplinar.

“O medicamento pode ser uma ferramenta importante dentro do tratamento, mas não substitui um processo contínuo de reeducação e cuidado com a saúde”, destaca.

A popularização das terapias injetáveis também ampliou o debate sobre longevidade e qualidade de vida. Hoje, muitos pacientes não procuram apenas emagrecimento, mas também mais disposição, prevenção de doenças e envelhecimento saudável.

Ainda assim, especialistas reforçam a necessidade de separar ciência de modismos. A orientação é que qualquer tratamento seja iniciado somente após avaliação médica, diagnóstico adequado e acompanhamento contínuo.

Sobre a Dra. Tatiana Jaber
A Dra. Tatiana Jaber atua nas áreas de emagrecimento, saúde metabólica e longevidade, com foco no tratamento da obesidade como doença crônica. À frente da Sorovitta, desenvolve um modelo de cuidado que integra ciência, tecnologia e acompanhamento multidisciplinar, priorizando saúde, equilíbrio e resultados sustentáveis. Sua atuação é baseada na medicina fundamentada em evidências e na defesa de tratamentos individualizados e responsáveis.

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