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Confiança do empresário do comércio de BH recua no primeiro mês do ano

De acordo com a pesquisa Índice de Confiança do Empresário do Comércio, analisada pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG e aplicada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em Belo Horizonte, o ICEC recuou no índice de confiança no mês de janeiro marcando 97,5 pontos, 3,5 pontos abaixo do mês anterior. Por outro lado, a pesquisa mostra que a intenção de contratar pessoal chega a 68,4% dos empresários.
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) é subdividido em outros três indicadores: Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) e Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC).
A pesquisa de janeiro mostra que os dois grupos de empresários entrevistados atingiram níveis de confiança diferentes. O grupo com até 50 empregados recuou dos 100,9 pontos de dezembro para 97,3 em janeiro. Já o grupo com mais de 50 empregados superou a marca do mês anterior, de 106,5 pontos ao atingir 107,4 pontos no primeiro mês de 2026.
Entre os segmentos de bens, semiduráveis e não duráveis mantêm nível de confiança, com 103,5 e 101, 5 pontos respectivamente. Já os duráveis permanecem baixaram a confiança dos 91,4 pontos de dezembro para 89,6 em janeiro.
Gabriela Martins, economista da Fecomércio, explica que é esperado que empresas de maior porte (mais de 50 empregados) apresentem um nível de confiança mais elevado do que as de menor porte (até 50 empregados). “Esse resultado se deve principalmente ao fato de que as empresas de maior porte tendem a contar com maior estrutura financeira, melhor acesso ao crédito e maior capacidade de diluir custos e oscilações da demanda, o que ajuda a enfrentar um cenário econômico mais adverso. Já os pequenos negócios sentem de forma mais imediata os efeitos do aperto das condições econômicas, como juros elevados, custo do capital e menor ritmo de consumo, o que impacta negativamente a avaliação das condições atuais e as expectativas. Ainda assim, a intenção de contratar permanece relativamente elevada, refletindo a necessidade de recomposição de equipes após o período sazonal de fim de ano e a cautelosa expectativa de manutenção das vendas ao longo dos próximos meses”, descreve Martins.
Condições atuais da economia, do comércio e das empresas
No mês de janeiro, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) atingiu 71,6 pontos, 2,1 a menos do que o verificado em dezembro. As empresas com mais de 50 empregados demonstraram maior satisfação com as condições atuais da economia para o comércio.
Para a maioria dos empresários do comércio (75,9%), a condição atual da economia piorou. Empresas de maior porte, com um percentual de 76,1%, são as que mais contribuíram com essa percepção de piora.
Em relação às condições do setor, 67,4% dos empresários apontam que houve uma piora nas condições atuais para o comércio. A percepção de piora da situação teve aumento de 2,2 pontos percentuais na comparação com dezembro. As empresas que comercializam bens duráveis são as que mais perceberam piora.
As condições atuais da empresa apresentaram piora de acordo com 53,3% dos empresários, aumento de 3,0 p. p. desta percepção em relação ao mês de dezembro. Os empresários com até 50 empregados, 53,5%, perceberam piora das condições do estabelecimento, o que ocorre para 44,4% dos empresários com quadro de funcionários superior 50 empregados.
 
Expectativa para economia, o comércio e a empresa
O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) fechou, no mês de janeiro, em 119,5 pontos, abaixo do mês anterior (126,3). Empresas com menos de 50 empregados contribuíram mais para o recuo nas expectativas.
Em relação à situação econômica futura do país, os empresários se mostraram menos confiantes em janeiro na comparação com dezembro, sendo que 55,4% previram melhora em relação ao cenário econômico, resultado que é 4,9 p.p. inferior ao observado no mês anterior.
Os empresários também se mostraram menos confiantes na melhora do cenário para o setor, na comparação com o mês de dezembro de 2025. Em janeiro, 64,8% disseram acreditar na evolução positiva para o comércio, um valor inferior ao observado em dezembro (70,2%).
Já na comparação com o mês passado, as expectativas dos empresários para suas empresas apresentaram retração. Em janeiro, 74,4% disseram acreditar que as vendas irão melhorar, queda de 4,0 p.p. na comparação com dezembro.
Contratações, nível de investimento e estoques atuais
O Índice de Investimento do Empresário do Comércio fechou em 101,5 pontos em janeiro de 2026, sendo 1,4 ponto inferior ao observado no mês passado (102,9).
A expectativa de contratação de funcionários alcança 68,4% dos empresários em janeiro. Em dezembro, a expectativa de contratação das empresas do comércio da capital era de 69,5%. Empresas com até 50 empregados são as que mais demonstram intenção de contratar somando 68,5% do total no primeiro mês de 2026. Entre aquelas com quadro de pessoal acima de 50 empregados, a expectativa de contatação atinge 64,7%.
 O ICEC de janeiro mostra que o nível de investimentos está maior para 43,8% das empresas, sendo inferior ao observado no mês passado (45,1%). Para 65,1% das empresas com mais de 50 empregados, o nível de investimentos apresentou aumento quando comparado ao resultado de dezembro.
As empresas com níveis adequados de estoques somavam 59,6% em janeiro. Em dezembro, 62,0% estavam com níveis adequados de estoques. Já em janeiro, 23,3% estavam com excesso de produtos e para 16,0% faltavam itens.
 Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.
Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.

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