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Filarmônica de Minas Gerais recebe, pela primeira vez, o clarinetista italiano Kevin Spagnolo, nos dias 3 e 4 de abril, às 20h30, na Sala Minas Gerais

Os 125 anos de nascimento de Aaron Copland serão celebrados pela Filarmônica de Minas Gerais com a presença do clarinetista italiano Kevin Spagnolo, que interpretará o Concerto para clarinete escrito para o célebre músico jazzista Benny Goodman. Ainda no programa, a Quarta Sinfonia de Bruckner. As apresentações serão nos dias 3 e 4 de abril, às 20h30, na Sala Minas Gerais, sob a regência do maestro associado José Soares. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala, a partir de R$ 39,60 (inteira) e R$ 19,80 (meia).

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Patrocínio: Itaú Unibanco. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

 

Maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais

 

Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2022, tendo sido seu Regente Assistente nas duas temporadas anteriores.

Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio (2021), recebendo os prêmios do júri e do público na competição. No Brasil, conduziu a Osesp, a Sinfônica do Paraná junto ao Balé do Teatro Guaíra, a Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, a Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, a Orquestra de Câmara de Curitiba e a Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina. No Japão, regeu as orquestras Sinfônica NHK de Tóquio, New Japan Philharmonic, Sinfônica de Hiroshima e Filarmônica de Nagoya. Também conduziu a MÁV Symphony de Budapeste.

Soares é Bacharel em Composição pela Universidade de São Paulo. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Claudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Liebreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop.

Foi aluno do Laboratório de Regência da Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Pärnu (Estônia). Ao final de 2021, recebeu o prêmio da crítica da Revista Concerto na categoria “Jovem Talento”.

Em 2025, José Soares retorna às orquestras no Paraná e no Rio de Janeiro, e tem concertos agendados com a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Tokyo City Philharmonic, no Japão.

Kevin Spagnolo, clarinete

 

O italiano Kevin Spagnolo é vencedor do Prêmio Principal do Concurso Internacional de Geneva 2018 – o mais jovem clarinetista a receber tal distinção. Apresentou-se com orquestras renomadas, entre elas a Orquestra do Teatro Mariinsky, a Orchestre de la Suisse Romande, a Filarmônica da Sofia, a Sinfônica de Aguascalientes e a Filarmônica de Bruxelas. Em 2022, substituiu Martin Fröst em concertos realizados na Franz Liszt Academy (Budapeste) e na Eslovênia. Em 2021, lançou seu primeiro álbum, Façades, com a Orquestra de Câmara Sueca. Tocou em alguns dos mais importantes palcos da Europa, entre eles o Berliner Philharmonie, o Teatro Mariinsky e o Teatro Verdi de Florença. Desde 2021, Spagnolo tem oferecido masterclasses em diversos países, inclusive no Brasil, e lecionado na Escola Internacional de Música Avos Project, em Roma. Em 2025, realiza sua primeira turnê como solista no Brasil. Este é o seu concerto de estreia com a Filarmônica de Minas Gerais.

Repertório

 

Aaron Copland (Nova York, Estados Unidos, 1900 – 1990) e a obra Concerto para clarinete (1948)

 

Concerto para clarinete de Aaron Copland nasceu do encontro de dois grandes músicos estadunidenses no auge da fama. Em meados da década de 1940, Copland já era considerado o principal compositor americano vivo, graças ao sucesso alcançado com os balés Billy the Kid (1938), Rodeo (1942) e, principalmente, Appalachian Spring (1944), escrito para a lendária dançarina Martha Graham. O clarinetista Benny Goodman, por sua vez, liderava a mais popular big band de jazz de todo o país, com dezenas de gravações no topo das paradas e centenas de milhares de discos vendidos.

Quando recebeu a encomenda de Goodman para um concerto, Copland não era um estranho ao idioma sonoro jazzístico. Ao longo dos anos, o apreço pelo gênero apareceu ocasionalmente em suas composições, e, para este novo trabalho, ele decidiu combinar elementos que se adequassem ao estilo de Goodman com influências absorvidas em uma viagem recente pela América do Sul, onde se encantou pela música popular do Brasil.

Escrito para orquestra de piano, harpa e cordas, o Concerto é dividido em dois movimentos, que se conectam por uma longa cadência executada pelo clarinete solo. O movimento inicial instaura uma atmosfera contemplativa e romântica – anos mais tarde, Copland revelaria que essa era uma de suas páginas próprias favoritas – que se desenvolve sem pressa até desembocar na cadência central. Em exibição crescentemente virtuosística, o clarinete abre caminho para um segundo movimento mais enérgico, com ritmos mais acentuados e um final empolgante, no qual a presença vibrante do jazz se faz ainda mais evidente.

Anton Bruckner (Ansfelden, Áustria, 1824 – Viena, Áustria, 1896) e a obra Sinfonia nº 4 em Mi bemol maior, “Romântica (1874, revisão 1878-1880)

 

Exímio organista, atividade que exerceu boa parte de sua vida, Bruckner era extremamente devoto, por formação e por temperamento. Sua música transpira tanto uma coisa quanto outra. Sua piedade religiosa o leva a transportar para o universo sinfônico a espiritualidade dos corais, e os extensos desenvolvimentos temáticos de suas sinfonias parecem exalar uma metafísica em que o tempo não conta no diálogo com Deus. Ademais, os longos períodos de maturação em seu trabalho de compositor e as múltiplas revisões de suas obras parecem refletir um senso de temerosa responsabilidade diante da vocação que as inspira.

A Quarta Sinfonia não escapa ao caso. Desde a primeira versão completa, datada de 1874, a obra passou por inúmeras modificações, até 1888. A despeito de revisões anteriores e posteriores, foi estreada em Viena, sob a batuta de Hans Richter, em 1881. É dito que, durante um dos ensaios, encantado pela performance da orquestra, Bruckner se aproximou do maestro Richter e pôs em sua mão uma moeda, recomendando-lhe beber uma caneca de cerveja à sua saúde. Das muitas anedotas que envolvem a pessoa de Bruckner, essa talvez seja a mais célebre e ilustra bem a sua figura um tanto simplória, tímida, ao mesmo tempo desajeitada e enternecedora.

O apelido “Romântica”, dado pelo próprio autor, parece advir de um programa imagético, à maneira de Wagner, baseado em castelos, caçadas e festejos medievais. Para além disso, a Quarta de Bruckner, com seu lirismo melódico da tradição schubertiana, atesta que se ele algum dia foi chamado de prolixo, é porque seus críticos não souberam ver que suas obras exalam o perfume da eternidade.

 

Filarmônica de Minas Gerais

 

Série Presto

3 de abril – 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Veloce

4 de abril – 20h30

Sala Minas Gerais

José Soares, regente

Kevin Spagnolo, clarinete

COPLAND         Concerto para clarinete

BRUCKNER       Sinfonia nº 4 em Mi bemol maior, “Romântica”

INGRESSOS:

R$ 39,60 (Mezanino), R$ 54 (Coro), R$ 54 (Terraço), R$ 78 (Balcão Palco), R$ 98 (Balcão Lateral), R$ 133 (Plateia Central), R$ 172 (Balcão Principal) e R$ 193 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

  • Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
  • Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

 

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2024 na categoria CD/DVD/Livros, com o álbum com obras de Lorenzo Fernandez. A Orquestra já havia recebido Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP. o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

 A Orquestra possui 18 álbuns gravados, entre eles quatro que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 100 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Leo Junior

Bacharel em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA, graduado em Marketing pela Unopar e pós graduado em Marketing e Negócios Locais e com MBA em Marketing Estratégico Digital, é um apaixonado por futebol e comunicação além de ser Jornalista certificado pelo Ministério do Trabalho.

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